SEMANA DO CALOURO TERMINA DEPOIS DE UMA PROGRAMAÇÃO DIVERSA E GINCANAS

Veteranos, calouros e direção opinam sobre a importância do primeiro momento na faculdade e sobre os trotes

por Andressa Franco

Tâmara Terso, coordenadora do CCDC, apresentando o teaser do Webdoc Humanos por DireitoS na Semana do Calouro
Foto: Leonardo Almeida

Hoje se encerra a Semana de Cultura e Comunicação 2020.1, ou simplesmente Semana do Calouro, da Facom (02 a 06/03). A tradição, que acontece em todos os semestres, é organizada pelo Centro Acadêmico da faculdade e tem o intuito de receber os novos estudantes, tirar suas dúvidas e apresentar o ambiente onde irão passar a maior parte do tempo nos próximos meses.

Luan Pugliesi, 21, foi um dos membros organizadores do C.A. Graduando de Produção Cultural, explica que o processo de organização foi um pouco complicado em relação ao que abordar nas programações, mas prazeroso de ver o resultado. “A gente tentou inovar um pouco com algumas questões, visto que havia carência em relação a mesas que abordassem questões raciais, que dessem dicas aos calouros de como passar por esse processo”.

Apresentação das instâncias, discussões como abordagens raciais na comunicação, mercado de trabalho em comunicação, visita técnica à Rede Bahia e gincanas fizeram parte da programação. Além do encerramento com o karaocom no Portela Café a partir das 23h, para fechar a semana com música e diversão.

Os esforços para montar uma programação diversa foram notados por calouros como Rodrigo Beitencourt, 18. “Eu achei ótimo, principalmente as pautas com relação à comunicação social aliada ao racismo, que é muito importante de se falar, principalmente pelos corpos que eu já vi aqui presentes. A gente sente o impacto dessas dinâmicas.”, conta o novo integrante do curso de Jornalismo.

Também caloura de Jornalismo, Karen Caldas, 19, afirma que uma abordagem menos formal tranquiliza os estudantes no primeiro contato com a universidade. “Acho fundamental que tirem um tempo para explicar aos calouros sobre o funcionamento do Siac, da biblioteca, dos auxílios financeiros que a UFBA disponibiliza. Além disso, um tour pelo Campus Ondina seria ótimo”, sugere.

Veteranos

Apesar de ser um evento voltado para os calouros, veteranos de vários semestres costumam circular pelo auditório para conhecer as carinhas novas e se divertir com as dinâmicas.

Marcos Nascimento, 21, está no 5º semestre de Jornalismo e aconselha aproveitar o momento ao máximo. “É uma semana muito importante para quem está chegando agora. Principalmente pra mim que cheguei do B.I., eu conhecia a Facom, mas é muito bom para você conseguir integrar os novatos, isso é fundamental.”

Fazer amizades também está entre as dicas de quem já é da casa. Kelvin Giovanni, 21, cursa o 3º semestre de Produção Cultural e lembra que esse período, além de toda a apresentação do funcionamento da faculdade e orientação sobre a quem recorrer quando precisar de ajuda, foi quando se enturmou com os colegas que percebeu ter mais afinidade, graças às gincanas.

Trote

A organização desse momento, desejado por alguns e evitado por outros, fica por conta da Atlética da Facom, a Athena. Considerado um ritual de passagem, divide opiniões, mesmo sendo reconhecido como um dos mais leves da Universidade.

“Não estou com medo do trote, acho tranquilo. O trote era bem mais pesado antigamente, foi aliviando com os anos, ainda bem. Os veteranos são ótimos, não rebaixam os calouros nem nada disso”, garante Beitencourt.

“É uma coisa muito problemática.” pontua Giovani que, apesar de não ter passado por situações constrangedoras quando participou do trote, tem repensado as brincadeiras que são feitas por conta do desperdício de comida. “No meu trote, 2019.1, os veteranos utilizaram café, farinha de trigo, farinha de milho, diversos alimentos.”

Direção

 O evento é realizado em diálogo com a direção, colegiado e departamento da faculdade, que compõem a mesa institucional de abertura da Semana de Cultura e Comunicação. A direção apoia a recepção dos calouros, através da verificação da programação e composição das mesas, convidando os palestrantes que não são acessíveis aos alunos.

Suzana Barbosa, diretora da Faculdade de Comunicação, considera o evento imprescindível para interação e conhecimento do âmbito acadêmico. “Eu acho muito importante, a gente sempre fala com os estudantes para participarem. Principalmente para entender e ter consciência de que estão chegando à universidade, começando uma carreira, que é sua formação, que vai lhe capacitar profissionalmente, mas não só, também do ponto de vista da cidadania e da compreensão de mundo”, explica. Segundo Barbosa, a interferência da direção na organização é mínima, os membros do Centro Acadêmico que fazem toda a gestão e buscam captação de editais para o momento de descontração e aprendizado acontecer.

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